O filme “Cinzento e Negro”, produzido pela Fado Filmes e realizado por Luís Filipe Rocha, foi o grande vencedor do Festival de Cinema Figueira Filme Art (FFA), que decorreu durante o fim de semana na Figueira da Foz.

Para além do prémio de melhor longa-metragem, “Cinzento e Negro” acumulou ainda os prémios nas seguintes categorias: melhor argumento (Luís Filipe Rocha), melhor atriz principal (Joana Bárcia) e melhor fotografia (André Szankoski). O troféu de melhor realização foi atribuído, “ex-aequo” a Luis Filipe Rocha e Roly Santos por “Cinzento e Negro” e “Manos Unidas” respetivamente.

“Cinzento e Negro”, uma co-produção da Fado Filmes com a Luz Mágica Produções (Brasil) que contou com o apoio do ICA, do Governo Regional dos Açores, da ANCINE, da Ibermedia, e ainda da Lisboa Film Commission/Câmara Municipal de Lisboa, da Câmara Municipal da Horta e da SATA, tem exibição agendada para o dia 19 de setembro no Faial, onde decorreram parte das filmagens.

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Sobre o Festival de Cinema da Figueira da Foz:

O Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz teve a sua primeira edição em 1972 e até 2002 foi o mais importante festival de cinema em Portugal. Em 2014 foi criado o Art Film Festival Figueira para dar continuidade ao trabalho desenvolvido na promoção de curtas e longas-metragens com pouca divulgação nos circuitos comerciais nacionais.

Sobre a produtora Fado Filmes:

Fundada por Luís Galvão Teles em 1997, a produtora Fado Filmes soma 24 longas-metragens de ficção, 6 documentários e 7 curtas-metragens, sendo responsável por alguns dos maiores sucessos do Cinema Português. Em 19 anos de atividade Luís Galvão Teles produziu mais de 40 obras, entre as quais algumas emblemáticas e bem conhecidas do público, como “Jaime” do realizador António-Pedro Vasconcelos, “Fados” de Carlos Saura e “Dot.com” e “Elas” do próprio Luís Galvão Teles, que também tem desenvolvido atividade enquanto realizador. A Fado Filmes tem acumulado múltiplos prémios e seleções oficiais nos mais prestigiados festivais de Cinema do mundo, nomeadamente Cannes, San Sebastian e Veneza. É também uma das produtoras nacionais que mais fundos e apoios internacionais tem obtido, em virtude da maior parte dos seus filmes serem co-produções internacionais. Para além das recentes obras “Cinzento e Negro” de Luís Filipe Rocha, e “Gelo” de Luís & Gonçalo Galvão Teles, prestes a estrear comercialmente, a produtora tem diversos projetos em curso, como “O Grande Circo Místico” (pós-produção), opus maior do consagrado realizador brasileiro Carlos Digeres, “Rosas de Ermera”, documentário de longa-metragem de Luís Filipe Rocha sobre a família de Zeca Afonso e “Refrigerantes e Canções de Amor” (ambos em pré-produção), de Luís Galvão Teles, uma comédia romântica escrita por Nuno Markl.

Sobre o realizador Luís Filipe Rocha:

Luís Filipe Rocha nasceu em Lisboa em 1947. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa. Passou pelo teatro como ator, dramaturgo e assistente de direção. Em 1975 realizou algumas curtas-metragens para televisão e em 1976 dirigiu a média-metragem “Barronhos – Quem Teve Medo do Poder Popular” um documentário que faz a reconstituição de um crime num bairro da lata, durante o verão quente de 1975. Logo a seguir realiza o filme “A Fuga”, com a participação de Luís Alberto, o realizador assina o argumento em co-autoria com Arnaldo Aboim, sobre um episódio verídico de um grupo de prisioneiros políticos que encetou a fuga do Forte de Peniche.

Em 1979, rodou “Cerromaior”, com base na emblemática obra de Manuel da Fonseca, que teve como protagonista o ator Carlos Paulo. Filme selecionado para o Festival de Cannes – Selecção Oficial “Un Certain Regard”.

Em 1983/84, realizou “Sinais de Vida”, um filme sobre a vida e obra de Jorge de Sena, com Luís Miguel Cintra, Costa Ferreira e Clara Joana nos principais papéis. Em 1990 realiza “Amor e Dedinhos de Pé”, uma adaptação da obra do escritor macaense Henrique da Senna Fernandes, com Joaquim de Almeida e a espanhola Ana Torrent nos principais papéis. Em 1994 filma “Sinais de Fogo” (baseado na obra homónima de Jorge de Sena), com Diogo Infante como protagonista. Os argumentos dos dois filmes são partilhados com o brasileiro Izaías Almada.

“Adeus, Pai”, de 1996, com os atores José Afonso Pimentel e João Lagarto, foi a sua obra com maior impacto junto do público, com mais de 100.000 espectadores em cinema e o um dos filmes com maior audiência na RTP.

“Camarate”, obra que data de 2000, tem como protagonista Maria João Luís. Em 2002 rodou “A Passagem da Noite”, com Leonor Seixas, um dos filmes portugueses mais premiados em festivais internacionais.

“A Outra Margem”, de 2007, com Filipe Duarte, Maria D’aires e Tomás Almeida, fez um percurso notável em festivais um pouco por todo o mundo, nomeadamente no Festival des Filmes du Monde, Montréal, onde obteve o prémio de melhor ator principal, para Filipe Duarte e Tomás Almeida (ex aequo).

“Cinzento e Negro”, a 10ª longa-metragem de Luís Filipe Rocha, conta no elenco principal com Joana Bárcia (Maria), Miguel Borges (David) Filipe Duarte (Lucas) e Mónica Calle (Mariana), sendo também o regresso do realizador aos Açores e ao Festival de Cinemas do Mundo de Montreal.

 

 Fonte e imagens:  Jervis Pereira, comunicação e marketing