Cá está o Zé Maria Finório de novo na companhia da minha Etelvina e do meu Tablet para gambuzinar cronicando sobre a vida e obra desta bela terra de oportunidades que nos acolhe. Obriga-me o dever de cronista gambuzinador que que explique aqui uma coisa que nunca tinha até agora explicado. Quando aparecem palavras em itálico tal acontece pelas seguintes razões; Ou é uma citação de alguém e as aspas são estas «, ou é um nome estrageiro, ou então é uma palavra que não faz parte do Dicionário da Língua Portuguesa, como por exemplo gambuzinar, para me vossemecês saibam que não é erro ortográfico do Zé mas apenas figura de estilo do Finório. Perceberam? Ok, agora explico a razão desta explicação. Na sexta-feira uma indinada leitora ligou ao senhor diretor adjunto muito irada dizendo que a minha crónica era nojenta porque dizia, e ainda por cima em itálico, que a Banda Maior era composta por maltinha entradota. Minha cara senhora, que até tem um apelido bonito, se ler com atenção vê que eu até elogiei a banda. E já agora, tome nota, eu tenho 76 anos, ou seja já sou da maltinha entradote há muito e bons anos e desejo ser ainda por muitos mais.

Expediente cumprido vamos então ao relatório das caçadas.
Esta terça-feira apetecia-me ver uma coisa divertida e então fui aos Paços do Concelho ver uma sessão da Assembleia Municipal de Odivelas e confesso que tenho de dar o tempo por bem empregue e a ideia por feliz. A reunião estava marcada para as 20h00. Começou vinte minutos depois e do executivo municipal apenas estava o senhor vice-presidente doutor matemático Hugo Martins. Não gostei de ver um desrespeito tão público pelos senhores deputados municipais. O senhor vereador com nome de peixe chegou as 21h00. A doutora Sandra chegou depois e as 21h10 chegou a vereadora da Educação. O desportivo vereador Paulo César chegou às 21h15. Também lá esteve a vereadora Maria da Luz mas cá o Zé não viu a que horas entrou.

A festa começou com um requerimento do BE a pedir que a reunião tivesse PAOD e uma declaração da CDU protestando contra o facto de o dito cujo não existir nessa reunião. Foi giro ver a discussão e como se perde tempo em futilidades, tempo que no final faria falta para que cinco pontos não ficassem por discutir.
Na indicação das substituições reparei que um senhor vogal estava a substituir a senhora presidente da Junta da União das Freguesias da Pontinha e Famões. Fiquei intrigado. Então porque não seria o senhor Rodrigues, substituto legal da presidente a substituí-la? Fiquei a saber que a senhora presidenta e o seu substituto legal estavam os dois de férias ao mesmo tempo. Eh pá se houver caquinha na Pontinha quem resolve? Ou o substituto legal também tem substituto legal?

Um dos pontos da Ordem do Dia era a anulação do concurso para a concessão da distribuição de água e recolha de lixo. Aqui a discussão foi mais que muita e registei algumas pérolas muito interessantes. Vamos a elas:

José Falcão: «PS e PSD não perceberam o disparate que estavam a cometer. Deviam ter vergonha na cara» E mais «Só os Burros é que não aprendem».

Eduarda Barros «O resto é, com todo o respeito, próprio para as revistas cor-de-rosa dos cabeleireiros».

Luís Salmonete: «Li o ofício do Tribunal de Contas num jornal local e esse documento não está no processo».

Ilídio Ferreira: «Quando o povo é que ganha não é correto aproveitarem-se deste momento para desforra».

Susana Santos: «Somos uma autarquia e não uma empresa de sondagens e era difícil adivinhar esta mudança em Loures».

José Falcão: «A Chicana no partido que ganhou as eleições europeias é que devir estar nas revistas dos cabeleireiros».

Eduarda Barros: «Os lourenses votaram CDU para salvar os desgraçados e oprimidos dos odivelenses».

Lúcia Lemos «Esta é uma Assembleia Municipal histórica. Nunca pensei ver o PS de Odivelas feliz por a CDU ter vencido em Loures». E mais… «Toda a gente a festejar, PS e PSD incluídos, a vitória da CDUI em Loures».

Não me lembro quem disse: «Não há vencedores nem vencidos. Isto só não se resolveu mais cedo por falta de vontade do PS Loures. A CDU faz profecias que não se concretizam».

Estou quase a acabar porque isto de cronicar cansa. Acreditem que tinha mesmo mais coisas para dizer mas a vontade é pouca. Acontece…

Adeus, volto para a semana, ou não.

Gambuzino ao saco…
Gambuzino ao saco…