Acreditem caríssimos leitores, leitoras e assim-assim, que esta coisa de cronicar semanalmente num burgo como Odivelas me está a dar um gozo que nunca pensei ter e que nunca tinha tido. É mesmo muito mais intenso que aquele que sentia há muitos anos quando brincava com a minha Etelvina. Eh pá nunca pensei que existisse por estas bandas gentes tão provinciana. Eu sou das “berças” carago mas não sou tacanho nos pensamentos e raciocínios. Mas prontos se calhar como Odivelas é terra de oportunidades essa gente decidiu vir toda para aqui.

Não havendo relação causa efeito (eh pá falo mesmo bem) começo esta dissertação semanal com uma frase do Facebook que adorei. Adorei mesmo… E a frase é: «Pena que a comunicação social caseira, sempre isenta e rigorosa, não tenha verificado uma “cadeira” vazia na procissão de N.ª Senhora dos Prazeres. Palavras para quê? São “artistas” odivelenses!» e era assinada pelo doutor Luís Martins. Claro que sou de Freixo de Espingarda a Tiracolo mas como de burro não tenho nada percebi logo que era cá para o Finório por causa da cadeira vazia da doutora Sandra Pereira que publiquei na passada semana. Como não sou de levar desaforo para casa respondi logo que vi a postagem: «A minha mãezinha sempre me disse que as cadelas apressadas parem os filhotes cegos. Já saiu algum jornal esta tarde? Pois é caro Luís sempre há cada artista em Odivelas». Permita-me caro doutor que lhe pergunte: «Não seria mais inteligente da sua parte ter esperado por esta crónica e se eu não falasse no assunto então sim fazer esse comentário?».  Nunca fui caçador, nunca fui à tropa, nem nunca disparei o arma mas percebo o suficiente do assunto para saber que o tiro lhe saiu pela culatra.

Ainda sobre este assunto dos atrasos e do que disse na passada semana, estou contente. Já poupei três euritos da reforma. Sim, é verdade, já não vou dar o relógio a doutora Sandra. Não que seja como alguns políticos que prometem e não cumprem mas porque possivelmente a doutora tinha algum na gaveta ou alguém se antecipou ao Finório na oferta. É que no Sábado a Sessão Solene de Caneças estava marcada para as 10h00 e ainda não eram 09h30 e a doutora já la tava. O foi isso ou afinal a crónica do Finório tem um efeito pedagógico.

Nunca mais prometo oferecer relógios aos atrasados. Vi bem a palermice que tinha feito. Com a quantidade de atrasos em Odivelas rapidamente ficava com uma dívida de quarenta e tal milhões como a do município.

Começava logo no sábado em Caneças. A sessão solene estava marcada para as 10h00 mas a essa hora a sala estava meia, embora depois tivesse ficado bem cheiinha. E, a sessão começou com mais de uma hora de atraso. Culpa de quem? Acreditem que o Finório na sabe mesmo senão fazia como se fosse músico de sopro da Banda da SMDC e punha já a boca no trombone.

É pá este sessão deu mesmo pano para mangas cá para o Zé. Aquilo ´que que foi caçar Gambuzinos. Enchi três sacos e mais uma sacolinha das pequenas.

O senhor presidente cessante da Assembleia de Freguesia fez um discurso que alto lá com ele a começar pela estrela guia. Para o senhor João Azeitona toda a gente a que se referiu assim como todos os acontecimentos foram fantásticos. Eh pá, fantástico, tanta energia positiva. Até parecia um anúncio da GALP. (espero que o senhor Francisco não me cobre esta publicidade indevida).

Continuemos na sessão… O segundo discurso foi de Laurinda Cardoso apresentada como eleita do CDS/PP. Eh pá fiquei mesmo de cara à banda e se não tivessem dito eu nunca pensaria que a senhora fosse dessas bandas. Então não é que passou o discurso todo a elogiar o trabalho do presidente e do executivo que até são da CDU com um cheirinho a PS vieirense?

Pois se calhar foi por essas e por outras que não é recandidata. Alguém se calhar achou que o CDS e Odivelas merece mais!

Adorei o discurso da doutora Fátima Santos. Vê-se logo quando as pessoas não são carreiristas políticos ou não estão agarrados aos tachos que só os partidos podem proporcionar. Aliás a Assembleia de Freguesia de Caneças foi bem elucidativa disso neste mandato com a doutora Fátima e a Laurinda, ambas eleitas na Coligação “Em Odivelas Primeiro as Pessoas”.

Adorei mesmo aquela metáfora do casamento e fartei-me de rir sozinho a imaginar no altar o Armindo de Caneças de mão dada com o Bartolomeu da Ramada. Eh pá a imaginação da malta é mesmo terrível.

Tenho de confessar aqui que embora me considere uma pessoa inteligente e de raciocínio rápido que tive de rebobinar algumas vezes para conseguir perceber o discurso erudito do senhor eleito socialista Rui Jorge Caldas. Mas depois de uma aprofundada análise acho que acabei por perceber.

Mas de todos os discursos dos representantes dos partidos do que mais gostei foi o do representante da CDU.

Quando ao discurso da doutora presidenta adorei aquela poesia intrínseca que saiu dos seus lábios quando se dirigiu ao senhor Pároco de Caneças, Padre António Tavares, que vai deixar a paróquia de S. Pedro.  Cá para mim nem Camões ou Pessoa conseguiriam ser tão profundos.

Perdoem-me não comentar o discurso do senhor presidente Armindo mas cá o Zé já esta entradote na idade e a memória já não é o que era. Não me consigo lembrar do que o senhor disse.

Mas acho que sei o que o senhor presidente sentiu quando viu o cartaz do Festival da Sopa que a Câmara de Odivelas elaborou. Apesar do festival ser uma parceria entre as duas autarquias o cartaz apenas fala na CMO. Ficou bué da danado. Não foi senhor presidente? Claro que foi porque como diz a minha Etelvina quem não se sente não é filho de boa gente e eu sei que o senhor presidente é boa gente.

E prontos, ainda havia tanta coisa para dizer mas já não tenho mais jornal. Depois conto o resto.

Volto para a semana… Ou não.

Agora, vou aos gambuzinos

Gambuzino ao saco… Gambuzino ao saco…