Dádiva de Sangue Redação 3 April, 2014 Cronistas, Visão Jovem Mulher Doar sangue é efectivamente um acto de profunda solidariedade e amor ao próximo. Doar algo tão nosso, como o sangue é completamente distinto de doar seja o que for. A doação de sangue ou qualquer outro órgão exige de facto uma profunda maturidade e espírito altruísta. Estamos portanto a falar de casos em que o nosso acto salva vidas. Podemos enquanto seres humanos não ter poder para evitar a morte ou revertê-la mas por vezes é nos dado o poder de contribuir para que uma vida se prolongue um pouco mais. Para doar sangue o indivíduo deve possuir alguns requisitos como: ter um bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade entre os 18 e os 65 anos. O consumo de drogas por via endovenosa por parte do doador, os múltiplos parceiros sexuais que possa ter tido, o facto de ter sido parceiro sexual de alguém com HIV e Hepatite B e C, e a presença de doenças como Diabetes, Hipertensão, ou Epilepsia, são condicionantes que não permitem a dádiva de sangue. Algumas situações como ter sido operado nos últimos 4 ou 6 meses, ter tido um filho nos últimos 6 meses e estar em período de amamentação, ter feito uma tatuagem ou piercing nos últimos 4 meses, ou ter feito um tratamento dentário há menos de uma semana, podem levar ao adiamento da dádiva de sangue. Para doar sangue é necessário que o individuo se inscreva no Centro Regional de Sangue ou Hospital com serviço de colheita, sendo em seguida encaminhado para a triagem clínica, onde com o auxilio de um médico o historial clínico do individuo é analisado. É importante garantir que o estado de saúde do individuo dador preenche efectivamente os requisitos essenciais, de forma a que não haja prejuízo para si nem para o doente que irá receber o sangue. Este passo é da máxima importância e responsabilidade. Em seguida é assinado um Termo de Consentimento Esclarecido para a Dádiva de Sangue, que é como que um contrato entre o dador e o médico que o assistiu, por forma garantir que os termos foram entendidos. Em seguida, inicia-se toda uma panóplia de análises ao indivíduo, que irão determinar se está apto a dar sangue, pois poderá ser suspenso temporariamente ou definitivamente em caso de anomalia. Em 30 minutos, que é o tempo que demora em média a doação, o dador sabe que está a salvar vidas, mesmo que não saiba o destino exacto do seu sangue, mesmo que não saiba em que veias irá correr. Lembre-se hoje por ele, amanhã por si.